terça-feira, 15 de abril de 2014

ILUMINADOS...


alegoricamente iluminando...sombras projetadas de puro sentir exalam na parede nosso momento. fogueira acesa mantida na explosão contínua do puro prazer de te ter. falas, sons, murmúrios e risos...livre brincadeira que séria liberta quem da caverna ressurge. contrariando Sócrates não temo transparecer, e invado com meu todo a escuridão que me cerca. brilho, brilhamos, brilharemos...Platão já sabia!!!

Flavia D'Angelo

brisa que bate de jeito nordeste traz calma. chico e nara enfrentam os batalhões no fundo da sala. a rede contrasta com parede que lembra peixe: salmão! onda quebrando na frente me lembra que não me pertence momento que vivo. sonho que então permito vestir. não quero acordar...

Flavia D'Angelo


no bate de rede
secura de sede
vontade mordida
azul que derrama
criança me clama
me faço atrevida
viva...

Flavia D'Angelo
e a noite brinca exagerada nas cordas de um violão. enquanto cazuza inventa amores observo ponteiro que teima em vagarosamente pular. lembro que não preciso da pressa, o tempo agora me pertence. tolero espera desgastada depois, calmamente. bom isso, essa leveza na calma de viver. desacelero contando lembranças. e por isso brindo na espuma do chopp a branca paz do momento... 

Flavia D'Angelo

o sol refletia dourado no rosto jogado em sono e sussurro lembrou que a hora perdia. num pulo conta na mente afazeres do dia a caminho do banho. sem força olhei de soslaio sua pressa assustada. leve sorri enquanto teimava em abrir os olhos, a noite tirou de mim toda energia e força. boba me impressionei com sua rapidez, e num último suspiro, antes de me entregar novamente a fadiga bendita, despeço da presença que finda pelo corredor. na batida de porta acordo a realidade que volto a enfeitar...sonho de novo!!

Flavia D'Angelo