quarta-feira, 1 de abril de 2015


percorro paredes vazias que gritam silêncio. em beco me fecho fazendo quadrado lugar que pertenço. mergulho no escuro que noite me cobre, entrego o corpo tragando ilícito mundo que mente desliga. flutuo momentos de fuga, me faço completa, liberto desejo prazer em segredo sacia fome de mim. embriagada do que me pertence, espero cansaço no afago que me permiti...sentindo no gozo encontro do eu...de mim

Flavia D'Angelo

chuva desnuda covarde profundo guardado. bate sem piedade lembrando vazios...realidade sinto. pingos calmos de fatos desfazem ato no ensaio fingido. lava sem dó em verdades vidros do hoje partido... tempo que cinza me visto

Flavia D'Angelo 
Foto: Lena Maia

em mim falta o menos do mais quanto sou no ser gente...sempre perdendo. impondo limites, razão que não me pertence. mas necessito compondo abrigo urgente. não mais me sinto vivente quando emoção aborto...corpo sofrido do tanto que sinto, repreendido por longo caminho pisado em erros... fiz julgamento rogando sentença... tortura de vida que jaz emotiva, entregas falidas não mais repetidas na minha vontade do novo buscar...nego falhar

trago em meus passos medida exata de espaço deixando passado em você. distância como presente limpa a mente de sua memória. meu hoje te sente ausente, resquícios esqueço da nossa história