sábado, 7 de março de 2015

não me queiras conhecer por palavras que derramo em textos expostos na ponta do lápis. não penses saber-me por estrofes e versos despidos de momentos que nem eu me sei entender. não me vejo poeta, mas no íntimo do meu ser, mulher me desconheces. aprecie escritos mas não confundas com o que no meu fundo guardo recluso do meu existir...

Flavia D'Angelo

eu tento. juro que tento...coloco músicas que marcaram momentos, vejo melodramas que acabariam com estoque de lágrimas. viro noite olhando a lua, observo casais esbanjando felicidade, mas...nada acaba com a infantil necessidade de me apaixonar mesmo acumulando desilusões. fico a imaginar quem será, e se for, o quanto ficará. o que me trará de novo, um olhar, um defeito que até acharei gostoso. e de novo sentir as fases dessa aventura. toques, frases, abraços...e nesse peito me desfaço esquecendo todo cansaço dos erros cometidos. e que seja infinito enquanto me ature. que dure... 

Flavia D'Angelo

nua
sua
muda
perturba
fuga 
em rua
noite que escura
protege loucura
deitada em ti...

Flavia D'Angelo
não nessa vida! me conformei com o todo proibido que trazes pra mim. só palavras sonhadas em posições que nutrem a insatisfação de uma troca que realidade nunca verá. me ditas os passos que dedos percorreriam num corpo que sonhas tocar. em teu saber me calço, viajo no quarto sendo local de entrega inteira de esperado prazer. falas sem pudor de cada pedaço que honraria, o homem maduro a realizar aquela que veste a fantasia de satisfazer por um dia você...não nessa vida posso te ter! 

Flavia D'Angelo

tira
corta da mente o que hoje me sentes
em horas presentes que ponteiros persistem iludir
passado enterrado que túmulo guardado não faz existir
os vícios usados, o sexo rasgado nas fantasias que me fez vestir
não mais exaltam sentido que em falso mergulho raso vivi
submergida em realidade te rogo em prece: esquece
e por caridade, despeço saudade do que te fiz sentir
nem alma ou corpo afogo de novo presença em ti
humilhas carinho,
pisa respeito de toda aquela que bem lhe quer
e nessa procura, de cama em cama flutuas
sem chão firmar nenhum coração
e no seu vazio
perdoo-te...por fim

Flavia D'Angelo